quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Casamento homossexual...

Atletismo...

Se o mundo esperasse,
Também eu não me apressaria...
Mas o mundo não espera,
Corre, passando as barreiras do tempo,
Em ritmo sempre certo...

Nós é que paramos por vezes,
A nossa vida é que é desperdício tantas vezes,
Nós é que somos apenas vidas a meia intensidade,
Nós é que vamos ficando para trás...

E quando nos damos conta da distância,
Já a prova está perdida,
Temos então uma recta da meta onde esgotamos ainda as nossas forças,
Para podermos chegar ao fim e sentir que fizemos o nosso melhor,
Não apanhamos o mundo porque o mundo não serve para ser apanhado,
É como o horizonte, como a utopia,
Serve para nos incitar a correr sempre mais...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O casamento homossexual

Espanta-me a quantidade de espíritos iluminados que pairam por aí e que parecem saber tudo acerca da natureza humana.

Obviamente, num tema destes, mostra-se mais uma vez a diferença entre o pensamento político de esquerda e o de direita. Para uns, trata-se de entender os homossexuais como "não-naturais", ou seja, indesejáveis em relação à ordem das coisas. Um exemplo claro da hipótese tida por alguns de que é possível definir as pessoas como melhores umas que outras, pela sua própria natureza.

Mas como alguns pensadores de direita bem lembraram (por exemplo, Hayek), é impossível fazer estas comparações. Não existe, por parte do ser humano, capacidade para definir quem é melhor ou pior. Daí que entrem outras entidades sobre-humanas ao barulho. Daí que a direita continue a chamar Deus ao seu discurso, para suprimir a sua incapacidade de diferenciar os seres humanos como piores e melhores, entra um Deus, única entidade omnisciente por definição, capaz de fazer essas distinções. Por outro lado, existem outras duas entidades capazes de fazer essa distinção: o mercado e a tradição. O mercado que pelos simples jogos de oferta e procura trata de "punir" os ineficientes e "compensar" os melhores. Daí também a ligação fácil entre o mercado e as leis de Deus, "o grande relojoeiro".

O problema do casamento homossexual, para quem o contesta, não é a perversão da sociedade ou a sua consequente destruição pela crise de valores e essa conversa toda com que nos vão enchendo a cabeça. O problema é ir contra uma ordenação de "melhores" para "piores" contrária àquela que concebem com base na tradição, considerada por estes como devendo ser a base de qualquer lei.

Assim, a homofobia é da mesma natureza da islamofobia ou qualquer outra fobia por pessoas que fazem parte de um outro "grupo", social ou não. No caso dos Minaretes da Suiça, por exemplo, considerou-se, com base na tradição, que uma religião era superior à outra. Em tempos cada batalha ganha nas cruzadas era também o mercado a funcionar e a premiar os mais fortes.

Por último, e como sei que a minha análise é bastante simplista, digo que esta concepção de distinção dos seres humanos entre melhores e piores não existe por uma mania das pessoas de direita de se acharem melhores. A questão não está aí. É apenas um resultado lógico de outras premissas que a direita adopta. Crer no livre arbitrio e na independência do indivíduo em relação às condições sociais tem como única conclusão que uma pior situação do indivíduo acontece por culpa própria, tornando-o também pior por natureza.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Paixão Racional

Conseguirá o homem sentir o que não sente?
Fazendo sentir em si aquilo que a mente sente?
Será possível, afinal, sentir na paixão o que sente a mente?
Ou não passará tudo de ilusão?
Ilusão da mente ou do coração?
Ilusão da vontade ou do sentimento?
E não será toda a ilusão pensada em vão?
O que será isto então?
Um monte de rimas também em vão?
Rimas no papel
Paixão no pensamento ou no coração...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Europa

A grande essência das eleições europeias situa-se numa divergência simples: Em principio, os grandes partidos são pró-Europeístas mas, a grande divergência tem a ver com o modelo em que a União é feita, ou seja, um modelo neoliberal em que o objectivo da União é a abertura económica para aumentar os mercados e assim beneficiar a economia e as multinacionais que explorarão as novas áreas abertas pela União. Outra perspectiva assenta numa União de cariz social-democrata, defensora da protecção e dos direitos sociais em toda a União. Com a actual crise são estes dois modelos que estão em crise em todo o mundo. O que acontecerá na União Europeia? Já agora: Conseguem-se dizer quais são os partidos que apoiam cada uma das tendências que enunciei acima?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tenho Medo

O mundo está lá fora
E eu quero ser feliz!
Vou ter de arriscar,
Decidir, escolher
Oh não, mas que mal é que eu te fiz?

Mas só assim posso ter o que sempre quis:
Ser feliz conscientemente.

Estar contente apesar de saber que o mundo não está bem
Apesar de saber que não somos perfeitos
Que o mundo é triste e não sorri a ninguém
e por isso luto

Luto porque na vida só conheço dois caminhos
Lutar ou estar de Luto
Viver ou desperdiçar

Só consigo ser verdadeiramente feliz
quando vir que fiz,
que lutei, que vivi!

Vivi para ser feliz,
e fui feliz a viver!


Sou feliz porque não tenho medo!