segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Belo do Rissol...

A propósito do meu trabalho sobre estilos de vida para sociologia, lembrei-me dos belos dos rissóis que servem na cantina junto à minha faculdade...

Numa altura em que muitos sobrevalorizam a saúde e o estilo de vida que adoptam, esta "gente das cantinas" servem rissóis... pois é... todos os dias é o mesmo problema: demasiados alunos, pouca comida, e a partir das 13:30 só se come o belo do rissol com o belo do arrozinho branco...

não tenho absolutamente nada contra os ditos "salgadinhos", até porque sou grande apreciadora; mas numa altura em que se ouve falar cada vez mais em doenças, como o colesterol e dos efeitos que daí advêm, era de esperar que "alguém" controlasse melhor estas situações... digo eu...!!!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Geração Perdida...

Mais um artigo que mostra uma dura realidade. Mas atenção, o título é enganador. Não foi a geração que se perdeu, perderam-na...

Ela é que a pouco e pouco se vai tentar recompôr, assim espero eu...

triste de quem vive por viver...

"Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura."

Fernando Pessoa

sábado, 9 de janeiro de 2010

Notícias de Coimbra...

Um dia inteiro a estudar Economia Regional e a fazer o trabalho de Aplicações de Econometria...

Quem quer trocar comigo?

Aceito tudo o que tenha a ver com agricultura, desporto, música...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Da adopção...

Não percebo que argumentos há que proíbam a adopção por parte de casais homossexuais. Não percebo porque é que uma pessoa sozinha pode adoptar mas uma pessoa que vive com outra do mesmo sexo não pode...

Ah a criança depois vai dizer que tem dois pais? Então e se só tiver 1 e não tiver mãe ou viver numa instituição e não tiver nenhum dos dois?

É apenas mais uma descriminação sem sentido...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mais uma vez...

...o casamento homossexual...

O debate continua, e depois de já ter falado sobre isso neste blogue, de ter debatido sobre isto aqui e ver mais uma resposta aqui, sinto-me ainda na obrigação de voltar a explicar o mesmo de sempre.

O meu amigo João Simões acusa-me de ver apenas o que quero ver, mas vamos lá analisar mais uma vez a sua contradição.

Diz-me primeiro que a homossexualidade é anti-natura. Eu, não conhecendo em que teoria da biologia ele se baseou para dizer uma coisa dessas, duvidei. Não fui eu que lhe disse que era natural porque os animais também praticam por vezes a homossexulidade mas podia muito bem ter sido.

A isto o João responde: "esse argumento é dos argumentos mais desumanos e rebaixastes que conheço!
Se assim fosse a mãe Natureza ternos ia criado hermafroditas e nunca homem e mulher!
Comparar o ser humano que tem consciência da sua existência, que tem a noção do bem e do mal, que tem valores morais, é inteligente e racional; com seres que agem por instinto, por necessidades naturais, tais como comer, dormir, defender-se, etc, é rebaixar o ser humano ao nível dos animais irracionais!
Não acho correcto equiparar o ser humano a um cão ou a qualquer outro animal, que por muito esperto que seja não passa de um animal irracional!"

Eu não fiquei convencido com este argumento, e porquê? A única forma, para mim, de definir um comportamento como natural ou não natural, é observá-lo ou não na natureza. Vejamos, a homossexualidade é um comportamento não natural e isto, mesmo sem qualquer base científica credível, é pelo menos, aceitável como argumento. Mas eis que de repente ele me mostra que todo o ser humano é não natural. Ora, se o ser humano é um ser singular no reino animal, "que tem valores morais, é inteligente e racional" e se é diferente de todos os outros animais (o que mais uma vez está cientificamente errado), quer dizer que o João acha o casamento homossexual anti-natura, quando todo o ser humano é também ele, anti-natura, ou, diria eu, supra-natura.

Se isto não dá para perceber, não sei o que dá...

A questão da definição de casamento é das mais engraçadas. Reparem que quando se começou a falar do assunto, se falou em casamento homossexual imediatamente e, não foi por acaso. Chamou-se imediatamente casamento porque para as pessoas, para o senso comum, para toda a gente, era um casamento. Porque um casamento é para as pessoas, mais do que uma união entre homem e mulher com o objectivo de procriar, é uma união entre pessoas que se amam e que querem partilhar a sua vida uma com a outra. Ponto 1: os homossexuais também se amam. Ponto 2: os homossexuais não pensam só em sexo.

Por agora vou deixar só mais um exemplo: imaginem que se lhe chamava união registada civil ao acto, o que é que acham que as pessoas iam dizer? 1- Amanhã vou a uma união registada civil do Pedro e do Afonso. Ou 2- Amanhã vou ao casamento do Pedro e do Afonso? Ou melhor, um dia terão de explicar a alguém o que é uma união registada civil, sabem como vão explicar? É o casamento, mas de homossexuais...

A grande aventura da universidade… e a desilusão ainda maior das praxes…

Finais de Setembro… depois de um verão cheio de memórias, voltamos aos estudos… este ano, em particular, tem algo de especial: a entrada na universidade: um grande passo na construção do futuro. Não encaro a universidade de ânimo leve; afinal de contas, é agora que vão começar as “chatices”, os trabalhos a sério… mas não posso deixar de me sentir feliz por”subir” mais um nível na minha formação…

Muitas coisas novas esperam os caloiros de norte a sul do país; uma delas é um fenómeno, que pessoalmente acho desadequado, a que chamam de praxe.
A definição geral de praxe é integração: “é um meio de vocês se integrarem na escola e no curso, de conhecerem pessoas, de começarem a perceber o vosso “lugar” na sociedade” – isto é o que nos dizem – na prática, vê-se um “bando de abutres” esfomeados por caloiros e prontos a atacar assim que o 1º aparecer com insultos e “rituais” estúpidos que desculpam como sendo a “tradição”.

Não nego que a integração seja importante; é realmente muito importante que haja “alguma coisa” que insira os novos alunos no completamente novo meio, que lhes dê a conhecer onde e como vão passar os próximos anos que ali vão estar… existem é outras maneiras, a meu ver, mais apropriadas para fazer essa integração… porque é que ainda ninguém se lembrou de fazer um fórum? Ou uma “feira da escola”?

2º aspecto: “perceberem o vosso lugar na sociedade”??? Andamos todos a defender que “nascemos livres e iguais em direitos” e chegamos à universidade e dizem-nos que somo o fim da “cadeia alimentar”, que somos os mais novos “ali do sitio” e que temos de os “respeitar” como a divindades e fazer tudo o que querem… não posso pactuar com isto: não acho que estes “senhores” tenham alguma coisa a mais do que eu, e até porque “estamos todos no mesmo barco”…

3º aspecto: ninguém faz nada! Verdade que muitos caloiros não aprovam a praxe, mas também não fazem nada para mudar isto; se for preciso até participam nesta “tradição” só para não serem “desprezados” – conformam-se com “o que lhes dão a comer” e não se mostram dispostos a mudar coisa alguma…

Sou anti-praxe e talvez isso contribua (e muito) para que a minha opinião seja tão negativa, mas não consigo deixar de ver a praxe como um espectáculo decadente, fruto da mediocridade crescente que encontramos na sociedade actual, do conformismo a que estamos tão bem habituados…