segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval... Ninguém leva a mal... (ou não)

Quando olhamos para os telejornais nestes dias as imagens que vemos deste nosso Portugal são de Carnaval, alegria, uns dirfarçados, outros semi-nus... Enfim.. Para todos os gostos...

Mas há uma coisa que não entendo..

O Carnaval portugues nao é tipicamente andar em pelota pela rua a dançar o samba...

Porque é que teimam em imitar os brasileiros?

Primeiro... Lá é Verão. Logo, podem andar mais despidinhas... E até é culturalmente bem aceite... Nada contra. Aqui é Inverno, tá frio...

Segundo.. As imagens que nos chegam do Brasil são realmente bonitas, são raparigas jeitosas que desfilam... Aqui vê se cada mastronça, desculpem o termo... Mas as meninas com uns quilinhos a mais deviam resguardar-se um pouco mais...

Terceiro... As pessoas lá nascem a dançar o samba... Concerteza tem a sua técnica.Não é mexer os pés e o rabo desorganizadamente como fazem aqui, pois torna-se uma especie de coisa sem muito jeito..

Não queiram ser o que nao sao... Caem no ridiculo... Sejam originais!
Feliz Carnaval...

domingo, 6 de março de 2011

Ideias...

"nenhuma religião se pode considerar como a única via de salvação. Quem poderia reclamar esse privilégio?"

Tem piada que isto foi debatido na minha Páscoa Jovem. O debate surgiu espontaneamente e de uma forma que confirmou o que eu já suspeitava. Os jovens estão cansados de conversas da treta. Voltando ao mesmo artigo de Anselmo Borges: "O fundamento da espiritualidade cristã não se encontra em dogmas por vezes incompreensíveis ou em sublimes mandamentos morais nem numa grande teoria ou num sistema eclesiástico", no entanto, parece que a Igreja demora demasiado tempo a mudar as suas práticas. Como ouvi o próprio Anselmo Borges dizer há dias: "a Igreja demora sempre demasiado tempo a mudar e, quando finalmente muda, os interessados já não estão lá."

Não venho falar em nome de todos os jovens porque não tenho mandato para tal mas, falo por mim e pela minha percepção daquilo que é a realidade. Os jovens querem ir ao fundo da questão. Querem aprender mais e questionar mais. É a falta de respostas logo às primeiras tentativas que os afasta da Igreja e de tudo o que a envolve.

É este o meu humilde conselho a quem organiza as PJM's deste ano. Questionem coisas a sério sobre o mundo e não tenham medo que haja um jovem que entre cristão na PJM e saia meio agnóstico/meio muçulmano/meio budista. "ninguém tem o monopólio da verdade, embora isso não signifique renunciar à confissão da verdade própria " e "há diferentes caminhos de salvação, diversas religiões verdadeiras, mas, a partir de dentro - por exemplo, "para mim como cristão crente", só há uma religião verdadeira: a minha; a atitude ecuménica significa ao mesmo tempo "firmeza e disposição para o diálogo": "para mim pessoalmente, manter-me fiel à causa cristã, mas numa abertura sem limites aos outros." "

Parece-me bastante coerente, a não ser que não concordem nem com o Padre Anselmo Borges nem com o Hans Kung (que aliás foi proibido de dar aulas de teologia) mas então, podia-se debater isso mesmo. Que tal uma reflexão acerca da infalibilidade papal?

sábado, 5 de março de 2011

Procuramos sobretudo reconhecimento!


Amanhã, dia 6 de Março, celebra-se o Dia Europeu da Terapia da Fala.


Incluídos no estatuto legal da carreira de técnicos de diagnóstico e terapêutica, segundo o Decreto de Lei nº564/1999 de 21 de Dezembro, procuramos algum reconhecimento dada a complexidade, variedade e importância do nosso trabalho:


Gaguez, afasia, disfagia, comunicação aumentativa e alternativa, perturbações articulatórias, perturbações fonológicas, surdez, atraso de desenvolvimento de linguagem, perturbações específicas do desenvolvimento da linguagem, perturbações de leitura e escrita (nomeadamente dislexias e disgrafias), prevenção e intervenção em problemas de voz (incluindo intervenção em todo o tipo de laringectomias), mal formações crânio-faciais, disartrias, apraxias, etc.


São apenas algumas das nossas áreas de intervenção, só para que conste que ser Terapeuta da Fala não é só "ensinar o /l/ e o /r/".



Segue uma publicação do Diário de Notícias (5.03.2011)


"Políticos recorrem cada vez mais a terapia da fala"


Os 1.600 terapeutas da fala que exercem em Portugal são cada vez mais procurados por quem usa a voz como instrumento essencial de trabalho.


"Políticos e gestores recorrem a estes profissionais numa época em que, por vezes, a forma tem mais poder do que o conteúdo do discurso.
"No passado, o importante era o que um político dizia mas, nos tempos que correm, o importante é a forma como o diz. A mesma mensagem pode ser percepcionada de forma diferente consoante a pessoa que o está a dizer", resume a presidente da Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala (APTF), Catarina Olim.
Os profissionais que têm de falar para grandes públicos "recorrem cada vez mais aos terapeutas". Nos gabinetes dos especialistas da fala aprendem-se truques para conseguir melhor dicção, a postura correcta para uma boa colocação de voz e até há quem tenha sessões de mímica facial. Um trabalho árduo que só termina quando se consegue fazer com que a mensagem seja "credível e audível do início até ao fim", explica a especialista.
Um "tique" linguístico ou um sotaque mais carregado podem fazer com que o público deixe de se concentrar no conteúdo da mensagem para focar apenas na (má) forma como é dita.
Catarina Olim resguarda-se no "sigilo profissional" para não avançar nomes de políticos que recorrem a terapeutas da fala, dizendo apenas que "existe uma grande percentagem de políticos que se preocupam bastante com a comunicação verbal oral".
Além dos políticos, a especialista lembra que este trabalho de voz também é feito com professores, que "passam o dia a falar", e até jornalistas da área da televisão e da rádio."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Romance do Mondego




O primeiro vídeo no youtube que me fez dar-me ao trabalho de carregar no like.

Uma obra prima, principalmente do solista, António Brojo, falecido Professor Catedrático da Faculdade de Farmácia da UC (onde estuda a Liliana) e um dos maiores interpretes de sempre da Guitarra Portuguesa, género de Coimbra.